Como lidar com o fim dos computadores?

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Quase mil lojas fecham no Rio de Janeiro em menos de 12 meses*. Motivo: “ninguém entra mais aqui para comprar computador”.

E, assim, começou minha leitura de notícias do dia.

Quem está inserido nesse universo, certamente não vê essa matéria como uma grande novidade, mas uma confirmação da tendência que se está se fortalecendo cada vez mais.

A Geração TV foi substituída pela Geração Computador, que por sua vez, vem sendo substituída pela Geração Smartphone. Aliás, Geração Mobile. Assistimos a celulares e tablets convergindo para o phablet e, nesse contexto, fica evidente o papel de estratégias fortes para posicionar a sua marca nesse cenário.

A participação dos desktops na produção de computadores caiu de 35% para 20,1% ao passo que a de tablets cresceu de 17,4 % para 47,8%. E o uso do celular pelos consumidores mobile atinge 65% contra 35% de transações fechadas pelo tablet*.

Ou seja, vemos um mercado muito forte. E os motivos para a ascensão e fortalecimento desse quadro são mais fortes ainda.

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5 RAZÕES PELAS QUAIS “NINGUÉM COMPRA MAIS COMPUTADOR”

Bom, excetuando fins comerciais/corporativos, os computadores entraram em desuso. Os motivos para essa predominância da geração mobile são notórios, sabe por quê? Eu vou comentar 5 razões aqui:

1. A presença do streaming

Hoje temos streamings disponibilizando conteúdo na nuvem, sem necessidade de “baixar” seus interesses para o computador. Filmes, séries, músicas, aulas, cursos inteiros, enfim…um conteúdo muito vasto está à disposição dos usuários num formato cada vez mais dinâmico.

Se não ficou claro o que é streaming, não precisa ir na wikipedia. Eu vou colar aqui a definição que você encontrará lá 😉

É uma forma de distribuição de dados, geralmente de multimídia em uma rede através de pacotes. É frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimédia através da Internet. Em streaming, as informações não são armazenadas pelo usuário em seu próprio computador não ocupando espaço no Disco Rígido (HD), ele recebe o “stream”, a transmissão dos dados (a não ser a arquivação temporária no cache do sistema ou que o usuário ativamente faça a gravação dos dados) – a mídia é reproduzida à medida que chega ao usuário – Wikipedia

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2. Facilidade imbatível de comunicação e informação

A comunicação é base de todas as relações. Mais do que relações sociais, precisamos de informação, precisamos nos sentir conectados com todos os nossos interesses.

Precisamos disso de uma forma constante, acessível e, se for gratuita, melhor ainda.

Seja para fins pessoais, comerciais ou profissionais, a geração mobile desfruta do poder da comunicação ilimitada, imediata e, muitas vezes, gratuita. E isso é potencializado pelo próximo fator que vou comentar.

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3. Mobilidade extremamente funcional

Se precisamos de informação e comunicação de forma imediata, constante e acessível, nada melhor do que um dispositivo leve, que caiba no seu bolso.post10-05

E queremos isso com muita qualidade, o que explica o valor por trás da sofisticação tecnológica incrementada a cada nova geração de aparelhos que o mercado lança.

Por que há tanto desejo de consumo por um aparelho que acaba de ser lançado pela Apple? Por que queremos o iPhone 6, pouco depois de adquirir o iPhone 5? O que mudou tanto? Por que pagamos o dobro por algo que já possuímos de forma tão similar?

Status? Talvez, sim. Mas talvez, não.

Talvez seja a necessidade crescente de evoluir, de usufruir de recursos cada vez melhores, que enriqueçam nossas experiências virtuais, visto que estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Queremos multiplicar nosso tempo e organizar nossa vida através de aplicativos melhores. Isso no âmbito pessoal.

Agora, imagine no âmbito profissional. Pense na amplitude de networking viabilizada por aplicativos móveis; pense no contato mais estreito com seu público através de redes sociais cujo engajamento é mais imediato via mobile; pense no posicionamento da sua marca em anúncios cuja visualização pode aumentar sensivelmente dependendo da estratégia utilizada para isso.

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4. Otimização de custos

E se pensarmos nos custos envolvidos?

Bons dispositivos móveis podem custar até 1/3 do preço de um computador.

Isso é muito atraente a curto prazo. E digo a curto prazo porque, em contrapartida, trocamos de celular com muito mais frequência do que trocamos de computador. Então, essa economia pode ser um tanto relativa.

Porém, há o aspecto voltado à aquisição de programas/aplicativos. Enquanto as licenças de programas para computadores podem ser relativamente caras, a gama de aplicativos gratuitos é avassaladora.

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E se considerarmos a internet? Bom, há alguns anos, tínhamos lan houses disponibilizando computadores com acesso à internet para quem não tivesse um bom computador ou uma conexão que não fosse sofrível. Hoje, muitos ambientes disponibilizam wi-fi gratuito (até mesmo cidades!)

Se você não estiver numa dessas cidades ou um estabelecimento comercial disponibilizando esse serviço, é possível negociar bons planos de internet para celular ou contratar esse serviço avulso em pontos comerciais do segmento.

Vale considerar ainda que, paralelamente, assistimos a uma tendência na qual o tráfego é custeado por próprios fornecedores. Basta lembrar da Netshoes, pioneira nesta ação. Eles adotaram uma medida onde consumidores que navegassem pela loja não pagariam pela internet consumida naquele momento, de modo que tais custos seriam assumidos pela própria.

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5. A administração automática de dados e organização da rotina

Acredito que consigo ilustrar o que esse ponto significa com um exemplo prático que pode ter alguma relação com você, ou com alguma pessoa que faça parte do seu círculo.

Imagine o seu dia começando com o alerta do celular. Você toma café da manhã e contabiliza as calorias em um aplicativo do gênero, depois pratica exercícios sendo monitorado pelo Google Fit, por exemplo, que estima calorias perdidas, registra o tempo da atividade e o tipo de exercício (corrida, caminhada ou pedalada). Logo mais, você pede um taxi pelo aplicativo 99 ou Easy Taxi para comparecer a uma reunião de trabalho. No caminho, repassa os dados que deverá abordar na reunião ao abrir um arquivo do seu Evernote. A caminho, você manda um whatsapp para a pessoa com quem se reunirá estimando o tempo que levará para chegar. A propósito, esse tempo pode ser confirmado pelo Waze, que monitora o trânsito e já sugere o caminho mais rápido para chegar no trabalho. Na hora do almoço, você acessa o Google Maps, busca o restaurante mais próximo e ainda visualiza comentários cadastrados por usuários da rede. Bom, acho que não preciso continuar até o final do dia.

Isso é apenas um exemplo. Muitos desses apps podem não ter usabilidade para você, mas de repente, outros, sim. Aplicativos para finanças, agenda, sociais, bancários, mapas, enfim…um leque imenso de opções.

Não defendo que devamos ser reféns de aplicativos, mas é inegável o valor que essas ferramentas podem agregar ao nosso dia a dia e é fundamental estar antenado a essa realidade que provavelmente faz parte do estilo de vida do seu cliente e poderá somar também ao seu negócio.

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DIOGO, E O QUE TUDO ISSO TEM A VER COM A MINHA MARCA?

Bom, acho que todos já ouviram que não se constrói uma casa da noite para o dia. Você precisa estudar o terreno, avaliar os arredores, depois adquirir material de qualidade, reunir bons profissionais (engenheiro, arquiteto, profissionais da obra) e pôr o plano em ação, tijolo por tijolo, culminando no acabamento final, sem deixar de monitorar e providenciar os ajustes necessários.

Nesse processo todo, qual foi a 1a coisa que citei mesmo? Ah sim, estudar o terreno.

Aqui não foi diferente. Primeiro, é fundamental ter noção real do que está ocorrendo e qual o potencial disso. Estudar as transformações, saber o que está acontecendo e avaliar onde o seu nicho está inserido no meio de tudo isso.

A partir disso, será natural identificar oportunidades para a sua marca.

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Vou citar um exemplo prático. Você é usuário da internet, possui um site e acompanhou o boom mobile. O que fez para estar integrado a esse crescimento do consumidor móvel? Seu negócio tem um site, mas o site é responsivo? Como o seu site está abrindo nos dispositivos móveis? Você já estudou se pode estar perdendo clientes que chegam até você através de pesquisas no celular? Sua marca utiliza o Google Meu Negócio? A sua empresa está no Google Maps? O seu cliente consegue contato com a sua empresa através de atendimento online? E esse atendimento é amigável caso o acesso ocorra via celular?

Esses são apenas alguns questionamentos que farão mais sentido para sua estratégia empresarial se você estiver por dentro deste fortalecimento da geração mobile. Você precisa inevitavelmente conhecer este universo para que possa então pensar em como sua marca poderá se posicionar neste ambiente.

OK, VIVEMOS A SUPREMACIA DA GERAÇÃO MOBILE. ENTÃO, NÃO PRECISO ME PREOCUPAR  USUÁRIOS QUE NAVEGAM ATRAVÉS DE COMPUTADORES?

Bom, ficou notória a importância de alinhar a sua marca ao cenário mobile. Mas e os usuários de desktop e computadores? Devo então desconsiderá-los já que estão em declínio?

Se você fizer isso, estará fatalmente prejudicando a sua Marca.

E isso se deve a um motivo bem simples e óbvio: estes usuários estão aí, e tem indiscutivelmente muito valor.

Quem utiliza desktop ou notebook? Eu digo que, principalmente, profissionais do mercado, de um modo geral. E, se utiliza comercialmente, naturalmente faz parte da população economicamente ativa.

Esses computadores são fundamentais para trabalho e estudo. Ainda não podemos imaginar uma realidade sem a presença de máquinas mais robustas, assim como não podemos ignorar a necessidade de programas desta natureza para um leque de projetos e aplicabilidades.

Imagine sua rotina de estudo e trabalho sem o icônico Office (Word, Excel,etc), sem Adobe (Reader, Photoshop, Premiere), sem um explorador de arquivos categorizando documentos para usos profissionais, serviços de clientes, propostas ou apresentações para reuniões e palestras, imagine os desafios se fosse editar um vídeo ou utilizar softwares de gestão via celular.

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Inclusive, a navegação por meio destes canais, tende a ser mais atenta, focada. Diferente da navegação móvel, o uso da internet nestes computadores não ocorre em qualquer lugar, ocorre em ambientes mais específicos, preparados para tais estruturas, com menos distrações.

O declínio de computadores não significa o desaparecimento deles; enquanto estiverem presentes, será primordial uma estratégia de posicionamento da sua marca para este tipo de navegação.

O objetivo aqui foi abrir seu leque de atuação considerando as possibilidades de crescimento e amadurecimento da sua marca neste contexto de inovação e avanço da geração mobile.

Bom, esse post ficou longo mas, se você leu até aqui, acredito que poderá ter influenciado de forma muito positiva para a sua estratégia de fortalecimento para sua marca.

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*Referência bibliográfica:

Os dados de pesquisas apresentados aqui foram baseados na matéria do jornal O Globo.

COSTA, Daiane. Sem futuro no computador. O Globo, Rio de Janeiro, 20 nov. 2015. Economia, p. 21.

O avanço do mobile commerce. O Globo, Rio de Janeiro, 20 nov. 2015. O Globo Projetos de Marketing, p.6

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